O novo cenário para uma economia sustentável e os rumos para a mitigação dos impactos ambientais

Início » Noticias » O novo cenário para uma economia sustentável e os rumos para a mitigação dos impactos ambientais

Em evento do CDP, resultados do relatório anual da organização e discussão entre setores público, privado e sociedade civil avaliam progressos no combate às mudanças climáticas

São Paulo, dezembro de 2016 – O CDP - organização que provê o maior e mais completo sistema de divulgação ambiental do mundo, para empresas e cidades – realizou no último dia 13, o CONEXÃO CDP 2016 – Capital natural: o papel de cada um. Painel de debates, apresentação de cases e boas práticas de empresas brasileiras e a opinião de especialistas fizeram parte da programação que trouxe à tona o momento de transição global para uma economia sustentável.
As discussões e pontos de vista expostos por Rogério Menezes – presidente de ANAMMA, Claudia Visoni, jornalista e ambientalista, e Tatiana Assali – Head of South America Networks & Outreach do PRI – assim como os dados levantados no relatório dos programas Cities, Mudança Climática, Floresta e Água – liderados pelo CDP – demonstram uma grande evolução nos resultados e o caminho a ser seguido a partir de agora.
O movimento de adaptação para mitigação dos impactos ambientais faz parte do novo cenário mundial. As iniciativas de governos subnacionais, investidores, empresas e indivíduos, e a necessidade de assumir esse compromisso, impulsionam o ritmo das mudanças no mundo e reforça a importância do papel de cada um – tema central do evento. O Acordo de Paris e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foram grandes marcos para definir novas bases de trabalho e ratificar o compromisso das nações. O desafio requer cooperação global, em todos os níveis. Governos, empresas e indivíduos devem ampliar a reflexão, assumir o seu papel e transformar ideias em ações.
Rogério Menezes destaca que, na esfera pública, é fundamental que as lideranças estabeleçam compromissos ambiciosos para preparar os municípios para os impactos que inevitavelmente ocorrerão.  Aponta que está cada vez mais claro que as mudanças climáticas, riscos hídricos e proteção das florestas estão interligados e diretamente relacionados ao desenvolvimento das cidades. Todos esses fatores impactam os setores de transporte, saúde, comércio, saneamento, entre outros. É o momento de estabelecer metas, desenvolver políticas, projetos coerentes à realidade local e introduzir o planejamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no ambiente urbano. O ideal é eliminar a visão setorial e torna-la parte de um planejamento central – o que também gera oportunidades para o desenvolvimento das empresas em novas bases.
O setor empresarial possui grande potencial de contribuição, considerando um contexto mais amplo e, principalmente o olhar regional. A demanda de Conselhos e investidores por informações e dados que demonstrem a preocupação das empresas com a sustentabilidade chega para estimular um novo modelo de negócios e uma adaptação que prevê novos produtos e novos mercados. Um novo formato que contribui para o desenvolvimento sustentável do município e para um estilo de vida mais sustentável dos cidadãos.
Para Tatiana Assali as empresas precisam incorporar a sustentabilidade, compliance e análise de riscos ao planejamento estratégico, pois os fatores ASG (Ambientais, Sociais e de Governança Corporativa) são cada vez mais utilizados pelos investidores em análises de riscos, vislumbrando negócios sustentáveis e oportunidades a longo prazo. O investimento sustentável é visto em outro nível e hoje, tem mais valor. Nesse sentido, a noção de que as mudanças climáticas podem trazer benefícios e oportunidades para os negócios e a rentabilidade é o um grande motivador empresarial. “A sustentabilidade tem sido observada em outros níveis das organizações, tanto empresas como investidores, e passa a ser discutida no âmbito econômico e financeiro”, completa Tatiana. Dessa forma torna-se notório que todos os players tem seu papel e para os negócios, a sustentabilidade torna-se uma vantagem competitiva e parte do processo decisório para os investidores.
Da transição para modelos de produção e consumo mais sustentáveis também faz parte o cidadão. Compreender as inter-relações entre as questões de mudanças climáticas, riscos hídricos, proteção ambiental e desenvolver discursos que orientem as comunidades a agir são fundamentais. A sociedade precisa ser educada devidamente para refletir sobre como pode contribuir e qual é o seu papel.  Segundo Claudia Visoni, ainda temos uma sociedade que não está contextualizada às questões ambientais. “A ação é uma comunicação poderosa. É nosso papel educar e descobrir formas de tornar o discurso compreensível para que as pessoas tomem decisões corretas”.
“Todos têm um papel fundamental no engajamento e fortalecimento de estratégias sustentáveis. As empresas, o poder público e os indivíduos já estão no caminho certo. Por isso, o nosso papel é fornecer informação consistente e comparável para os principais stakeholders tanto das organizações quanto dos municípios para que incentivemos a transição para economias sustentáveis e de baixo carbono”, comenta Juliana Lopes, diretora do CDP para a América Latina.

Durante o evento Conexão CDP, aconteceu o lançamento do relatório do CDP da América Latina, intitulado Capital natural: transparência e gestão como estratégias de mitigação de riscos. A publicação reúne informações dos programas Mudança Climática, Água e Floresta, destacando as ações desenvolvidas pelas empresas rumo a um sistema econômico que opere dentro de bases sustentáveis. Elas têm a oportunidade de demonstrar sua liderança, agilidade e criatividade na redução de suas próprias emissões. Confira as empresas reconhecidas pelo CDP com notas (A e A-), em seus programas Mudança Climática:
Braskem S/A, Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A, Banco Santander Brasil, BM&FBOVESPA, BRF S.A, Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR, Companhia Energetica Minas Gerais – CEMIG, CPFL Energia AS, Duratex S/A, FIBRIA Celulose S/A, Itaú Unibanco Holding S.A., Itausa Investimentos Itau S.A., JBS S/A, Klabin S/A, Lojas Renner S.A., Petróleo Brasileiro SA – Petrobras, Ultrapar Participações S/A, Vale.

E as empresas reconhecidas pelo CDP com notas (A e A-), em seus programas Floresta:
FIBRIA Celulose S/A (Madeira), JBS (Soja, Gado e Madeira), Klabin S/A (Madeira), Marfrig Global Foods S/A (Gado).

Acesse o relatório (também em versão mobile) ‘Capital natural: transparência e gestão como estratégias de mitigação de riscos’. E o vídeo com os resultados do CDP Cities 2016

Sobre o CDP
O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que provê um sistema global único para que as empresas e cidades meçam, divulguem, gerenciem e compartilhem informações vitais sobre o meio ambiente. O CDP trabalha com as forças do mercado, incluindo 767 investidores institucionais, para motivar as companhias e as cidades a divulgarem seus impactos no meio ambiente, assim como suas ações para reduzi-los. Atualmente, o CDP possui o maior volume de informações sobre mudanças climáticas e água do planeta e procura colocar estes insights na pauta das decisões estratégicas, dos investidores e das decisões políticas.

Informações para a imprensa:
Junia Sanches – jsanches@fundamento.com.br – (11) 5095-3896
Daniela Vieira – dvieira@fundamento.com.br

 

*Fotos dos melhores momentos do evento.

Veja também